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Banda realizou últimos shows em São Paulo no Espaço das Américas.                 .

Por Rogério Avelino

Não existia clima de tristeza no último sábado (03) no Espaço das Américas em São Paulo. Apesar da banda anunciar suas últimas apresentações, o clima era de “Até breve”. Mesmo com um atraso de 50 minutos, o show teve início com um vídeo apresentado por Ricardo Boechat, jornalista da Band.

“Suas músicas nos inspirou pelas consciências que ajudou a despertar perguntando: Qual a paz que não queremos conservar para tentarmos ser felizes. O Rappa é espírito e matéria, é alma e corpo, é sonho e luta. O Rappa minha gente não está partindo, está apenas virando luz. A mensagem que nos deixa é de fé em nós mesmo e para quem tem fé a vida nunca tem fim.” dizia o texto do jornalista.

A banda subiu ao palco e diferente do que se esperava, o vocalista Marcelo Falcão fez questão de conversar com o público e agradeceu a cidade de São Paulo:

“Esse sonho foi alcançado por um dia São Paulo mostrar que a gente poderia conquistar o Brasil, fazendo as pessoas ouvirem música da alma, fazendo as pessoas abrirem a cabeça. Muito obrigado São Paulo por existir na nossa vida.”

O vocalista também falou das últimas apresentações da banda dias 13 e 14 de Abril no Rio de Janeiro.

“Eu sempre considero os últimos shows da turnê. Alguns são pessimistas eu sou sempre otimista e positivo. Então eu penso sempre que, 14 de Abril a gente encerra um ciclo de amadurecimento, de novos ares. Que as pessoas um dia entendam que o Rappa é muito maior que qualquer um de nós e que a gente possa usufruir disso, juntos, novamente, quem sabe um dia.”

A pausa é apenas na carreira da banda, Falcão disparou:

“Até o final do ano podem ficar tranquilos que vocês não vão ficar ouvindo besteiras, vou estar lançando disco solo. Pode ficar tranquilo e que papai do céu proteja a música.”

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Apenas no violão, sentado, como se toca-se em um boteco do Engenho Novo, bairro onde nasceu e cresceu, Falcão começou o show com “Coincidências e Paixões” do primeiro disco da banda. “Mar de Gente” veio na sequencia e ai a banda desfilou sucessos como “Meu Mundo é o Barro”, a nova canção “Uma Vida Só” do disco Acústico Oficina Francisco Brennand, “Monstro Invisível”, “Auto-Reverse”, “Lado A Lado B”, “Hóstia”, “Súplica Cearense” e “Fininho da Vida”.

Falcão, Xandão, Lobato e Lauro dominavam com maestria o público do Espaço das Américas, até parecia que o set list do show era pensado para cada fã da banda.

“Essa aqui dedicamos a todos os Pescadores de Ilusões” disse Falcão. Valeu a pena.

Depois de “Pescador de Ilusões”, a banda tocou “Reza vela”, “Rodo Cotidiano”, “Me Deixa” e a clássica “O Que Sobrou do Céu”. A música que abre o álbum Nunca Tem Fim, “O Horizonte é logo ali”, começou a dar a cara do final do show. A banda emendou na sequencia “O Salto” e “O Homem Amarelo”. A pedidos dos fãs, “Tumulto” do segundo disco da banda Rappa Mundi, foi atendido e antes do final, “Hey Joe” e “Boa Noite Xangô” fecharam as duas horas de show. Falcão fez reverência a cantora Mahmundi, tocando a canção “Sentimento” e finalizando o show de 02h15m com “Nunca Tem Fim”.

O Rappa inclinou seu olhar para os fãs, pediu fé e esperança. Em algum lugar os anjos rezam velas para a banda carioca que tem o poder de unir classes sociais, estilos e tribos diferentes em um único lugar. Com a pausa da banda, a pergunta que fica é: O que vai sobrar do céu dentro do cenário musical brasileiro.

A esperança dos fãs na superfície de qualquer manhã é que este livro da banda não tenha final, pois até aqui, cada canção do Rappa valeu a pena

Êh Êh.

 

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